Para dar início ao assunto, iremos discutir
primariamente como é a estrutura óssea.Os ossos são estruturas formadas pela matriz
orgânica óssea e pelos sais ósseos e têm como função
sustentar os músculos.
A partir do relatado acima, percebemos que os óssos possuem uma grande concentração de cálcio, portanto quando percebe-se a falta ou baixa concentração deste: retira-se cálcio dos ossos.
Ao ser “sinalizado” sobre a diferença na homeostase do cálcio, o paratormônio ativa os osteoclastos, que são células especializadas na retirada de cálcio. Eles retiram o mineral da matriz óssea e o liberam na circulação a fim de regular a concentração e ao retirar, os osteoclastos causam uma cavidade, dando aparência de uma lua.
A dieta também é uma forma de manter a homeostase de cálcio.
Retirada de Cálcio
Quem faz isso?
Após regulada a concentração, os osteoblastos entram
em ação: eles têm como função retirar cálcio da corrente sanguínea e repor a
matriz óssea.
Esse mecanismo de ação entre os dois tipos celulares é revesado, a fim de
realmente regular a concentração e a renovação óssea, portanto quando um é
atuante o outro é inibido.Com o treinamento de força ocorre o fortalecimento ósseo justamente por estímulos de envergamento do osso.
Efeito do Exercício Físico na Densidade Mineral Óssea (DMO) em Mulheres
Porém, com o passar da idade a atividade de ambos
tipos celulares é diminuída assim como a absorção de cálcio no intestino.
A osteopenia é um caso frequente e natural, decorrente da
idade e quando aliado a alguns fatores pode evoluir àosteoporose. A
menopausa é um dos fatores que podem alterar, uma vez que “mexe” com a parte
hormonal, modificando a renovação óssea. Observa-se que a andropausa também é
influente, porém acontece com uma idade avançada, diferente das mulheres que
atualmente apresentam menopausa cada vez mais cedo.
Exercício
O efeito piezoelétrico é benéfico para a matriz
óssea, uma vez que a DDP atrai cálcio para a região atuante. Ou seja, um
corredor ao estimular mecanicamente os cristais estará gerando um DDP que
atrairá cálcio para regiões estimuladas, nesse caso calcânio, colo do fêmur,
entre outros. Portanto, esse efeito é regional e não sistêmico, irá aumentar a
mineralização em regiões que sofrem maior impacto.
Lei de Wolff: ao estimular o osso transversalmente, aumentará a
atividade OSTEOCLÁSTICA da área e aumentará a atividade osteoblástica da contra
lateral. O exercício, então, entorta o osso e aumenta o número de osteoclastos
e também de osteoblastos para resolver a situação.
Um
estudo realizado com mulheres eumenorreicas (sedentárias e treinadas) e
amenorreicas (treinadas e destrainadas), buscou resultados sobre a influência
da atividade física sobre a densidade mineral óssea em diferentes fases da
vida. O resultado obtido foi que uma melhora na DMO, mas
não significante para a perda óssea causada pela perda hormonal.
Estudo II
Outro
estudo realizado com mulheres, propôs a comparação de DMO entre mulheres que
durante anos realizaram: (1) exercício físico apenas, (2) exercício físico
associado à suplementação com cálcio, (3) reposição hormonal e (4) o grupo
controle que não realizavada atividade. O resultado encontrado foi que o
exercício físico é benéfico porém não é para a osteoporose, uma vez que não
recupera o cálcio perdido com a idade.
Portando, a atividade
física é importante, porém não suficiente para poder substituir a reposição
hormonal.



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