terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Consumo de Oxigênio e Lactacidemia

O teste ergoespirométrico é um teste de esforço físico que possibilita determinar variáveis respiratórias, metabólicas e cardiovasculares pela medida de 0² consumido e de CO² eliminado. A capacidade de utilização máxima de oxigênio inspirado e o limiar anaeróbio são os principais indicadores de capacidade funcional cardiorrespiratória, uma vez que nem todo O² captado é consumido.

Tem como objetos de análise: ventilação, consumo de oxigênio (VO²), produção de dióxido de carbono(VCO²).

A ventilação é avaliada como a quantidade de oxigênio inalado e expirado pelos pulmões durante um ciclo respiratório.

O VO² é avaliado pela capacidade captação, transporte e utilização do oxigênio inalado.
O VCO² é avaliado pela produção de CO² no organismo, que pode provir de duas formas: pelo processo oxidativo  ou pelo metabolismo chamado de não-oxidativo. Esse é quando a prática do exercício físico produz lactato e esse lactato em grandes concentrações pode causar acidose respiratória estimulando então uma fonte adicional de CO², que estimula a ventilação.
Com tais objetos de estudo, é possível estudar outras variáveis, como os equivalentes ventilatórios(Ve) para  oxigênio e dióxido de carbono, que são calculados pela razão ventilação pulmonar  e o VO² ou VCO².

O VeO² calculado apresenta-se como valor de eficiência ventilatória, enquanto o VeCO² representa a quantidade necessária para eliminar CO² produzido pelo organismo.

Indivíduos bem condicionados apresentam VO² máximo (volume de O² por unidade de tempo durante exercício) e ventilações altas, garantindo então um elevado débito cardíaco. Conforme se aumenta o trabalho muscular, a capacidade de captação de O² aumenta linearmente.

Ressaltamos  ainda que valores   de VO²máx abaixo de 25ml.kg-¹.min-¹ representam perda de indenpendência funcional, assim a pessoa com valores abaixo desse limiar apresentam dificuldades para execução de tarefas cotidianas, e o treinamento físico pode auxiliar na recuperação do mínimo funcional.

Em geral com o treinamento os valores de VO²máx podem aumentar em 20%, e com o envelhecimento tendemos a reduzir os valores de VO²máx, em média uma redução de 7ml.kg-¹.min-¹ por década.  Isso ocorre devido ao processo natural de envelhecimento, a sarcopenia, em que ocorre gradual perda de massa muscular. Como treinamento aeróbio esse valor de redução é reduzido, e a partir do 60 anos o ideal é que se utilize o treinamento de força para frear ou recuperar a perda de massa magra.

O consumo de Oxigênio num teste retangular apresenta o modelo gráfico abaixo, em que podemos observar que com o aumento da carga ocorre um déficit de o², e para suportar essa carga o organismo está trabalhando com atividade anaeróbia consumindo ATP-CP e/ou glicogênio. Ou seja os ajustes metabólicos e cardiovasculares promovidos pelo aumento da carga utilizam vias anaeróbias para fornecimento de energia. Contudo ao  cessar o trabalho podemo observar que ocorre um pagamento desse déficit, atualmente denominado EPOC o qual mantém um consumo de O² mais alto que o déficit para metabolizar o lactato produzido, e para recompor o níveis de ATP-CP, glicogênio muscular e mioglobina.

Essa área de EPOC é maior que área de déficit deste modo sendo diretamente proporcional a variação  e progRessão de cargas (W) e inversamente proporcional ao treinamento. Assim de acordo com o nível de treinamento e eficiência no gesto motor menor o déficit.

A produção de lactato durante o exercício está intimamente relacionada a condição física do indivíduo, pois como a intensidade do treinamento é uma valência relativa (intesndidade absoluta/individuo/ atividade) podemos ter para uma mesma intensidade absoluta (Km/h, m/s, Watt) diferentes adaptações metabólicas dependendo do treinamento de cada indivíduo o que pode acelerar ou retard. Com o aumento da carga de trabalho a produção de lactato aumenta linearmente a metabolização, até um ponto em que de devido a saturação dos transportadores MCT, ocorre um acúmulo da concentração de lactato, tornando a curva de produção mais íngreme que a de remoção. E posteriormente a metabolização atinge um platô independente do aumento da carga de trabalho.

Ao cruzarmos as duas curvas, como podem observar em amarelo, a medida de lactacidemia mostra-se num platô inicial, pois o aumento da produção é igual ao da remoção.

1ºLimiar de Lactato ocorre quando os transportadores de piruvato  (MCT) para mitocôndria ficam saturados e  esse aumento da concentração de piruvato ativa a Lactado desidrogenase, aumentando a produção de lactato.

2º Limiar de Lactato ocorre quando a metabolização atinge o platô e já se torna insuficiente para esse aumento de concentração de lactato.

Esse limiares sempre ocorrerão, porém dependendo tipo de treinamento pode-se induzir fenômenos adaptativos para essa curva se desloque para esquerda aumentando a resistência a acidose e /ou aumentando a capacidade  de remoção do lactato.

ar o processo de fadiga.

Nenhum comentário:

Postar um comentário