terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Sistema Gastro Intestinal


Desde a entrada do alimento na boca, mastigação, digestão e absorção  água, íons e dos nutrientes provenientes da dieta, até formação de bolo fecal e excreção temos o sistema gastrointestinal em pleno funcionamento.
Para que ocorra a devida digestão, junto com a mastigação (efeito mecânico) iniciamos através da  secreção salivar que contem a enzima amilase salivar a clivagem de algumas moléculas como o amido, além disso essa secreção apresenta sais salivares que tornam o pH do alimento mais alto, evitando assim lesões no esôfago.
Após a deglutição o alimento desce pelo esôfago, através de movimentos peristálticos até o estomago, nesta etapa não ocorre nenhuma modificação no bolo alimentar.
Entre o esôfago e o estômago temos o esfíncter gastro-esofágico,responsável por evitar o refluxo do alimento do estomago para o esôfago. Em muitos casos esse esfíncter perde sua capacidade contrátil o que acarreta o chamado refluxo-gastro-esofágico, lesando o terço inferior do esôfago a sofrer lesões pela secreção ácida do estômago, visto que no esôfago não há produção de muco para proteção do epitélio.
Chegando ao estômago temos ação do HCl e da pepsina, enzimas que irão degradar as proteínas. Nessa fase temos uma ação química e mecânica de contração da musculatura do estômago. A presença do alimento do estômago promove o fechamento do esfíncter pilórico, que controla a passagem do quimo para o intestino delgado. Permanecendo assim o bolo alimentar por mais tempo no estomago, e tendo sua passagem ao intestino controlada, visto que as enzimas digestivas do estômago são liberadas pelo pâncreas com zimogênios (inativas )  pela presença de lipídeos e aminoácidos no intestino; e somente são ativadas pela diminuição do pH.
Assim com a passagem gradual do quimo pelo esfíncter pilórico ocorre a mistura  com as enzimas intestinais e pancreáticas através de movimentos peristálticos. Esses movimento são gerados pela estimulação da musculatura lisa (circular e longitudinal)pelo sistema nervoso entérico: mioentérico e submucoso, o qual sofre estimulação simpática (ativação) e parassimpática (depressão).

A absorção de nutrientes e minerais ocorre no intestino, assim a permanência do quimo nesta fase é importante para adequado suprimento do organismo.

Os carboidratos: iniciam digestão na boca, sendo quebrado o amido em polissacarídeos; depois no intestino são degradados pelas enzimas da borda em escova, sendo absorvidos somente com sacarose, frutose ou galactose e são liberados na circulação sanguínea.

 As proteínas são degradas no estômago, formando peptídeos e aminoácidos, esses também sofrem ação enzimática no intestino  e são absorvido na forma de di e tripeptídeos e no enterócito ocorre a degradação desses para liberar na circulação sanguínea os aminoácidos.

Os lipídeos sofrem ação enzimática somente no intestino, e isso ocorre através da formação de micelas onde são degradados até liberar glicerol e ácidos graxos, esses são absorvidos como diacil-glicerol, fosfolipídeos e como colesterol. No enterócito são conjugado com apoliproteínas e formam os quilomicrons que serão liberados na circulação linfática. Alguns ácidos graxos de cadeia média são absorvidos diretamente, sem formar quilomicrons e são liberados na circulação sanguínea.

No intestino grosso ocorre maior parte da absorção de água e fluídos, assim neste período ocorre formação do bolo fecal, e através de movimentos peristálticos é empurrado até ampola retal. Sua presença promove dilatação do esfíncter anal interno e dispara o reflexo para defecação, sendo controlada pelo esfíncter anal externo que tem controle voluntário.

Trato gastrointestinal (TGI) frente ao treinamento

Durante o treinamento ocorre uma diminuição da atividade simpática e aumento da parassimpática,  acarretando uma vasoconstrição e consequente depressão do TGI , diminuição da motilidade e de secreções da mucosa.  Se o exercício ultrapassar 75% do VO²máx. podem ocorrer desconforto GI quando:
- bolo alimentar presente no estômago, promove contração intensa e pode resultar em vômitos;
- quimo presente no intestino, aliado a exercício de alto impacto, é empurrado em direção ao reto e como não houve absorção de líquidos, pode resultar em diarreia (diarreia de maratonista)


Com o treinamento ocorre uma melhora do trânsito do TGI, exercício com até 50%VO²máx promovem aumento da motilidade, aumenta a produção de muco (proteção HCl)e promove melhor irrigação tecidual (aumenta processo absortivo). Alguns estudos têm mostrado uma estreita relação entre exercício e secreção de hormônios gastro-intestinal e controle superiores da fome e saciedade. Assim, conforme mostra gráfico, Broom (2007), a grelina acilada (hormônio liberado em jejum, ação orexígena- aumentar a sensação de fome e busca pelo alimento), tem uma secreção menor em pessoas que durante e após praticarem exercício quando comparada com as que não praticaram. O mesmo se reflete na percepção de fome antes do exercício.





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